Policia Publicado em 15/06/2020
Polícia Federal prende Sara Winter e mais cinco em investigação sobre atos antidemocráticos, em Brasília

A ativista política de extrema direita, Sara Winter, foi presa pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (15), em Brasília. O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Superior Tribunal Federal (STF).

Winter é líder do grupo '300 do Brasil', de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ela é acusada de participar de movimentos antidemocráticos. Um deles, ocorrido no último final de semana, em frente à sede do Congresso Nacional.
A militante bolsonarista participou, também neste fim de semana, de manifestações de vandalismo contra o Supremo Tribubnal Federal (STF).

Fake news

Winter ainda é uma das indiciadas no inquérito sob investigação do STF sobre disseminação de fake news nas redes sociais. No início deste mês, a militante bolsonarista divulgou vídeos ameaçando o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes. 


A militante foi presa na manhã desta segunda-feira, juntamente com outras cinco pessoas, cujas identidades não foram divulgadas. Todos os presos são investigados no inquérito das fake news.

Quem é Sara Winter?

Famosa pelas postagens em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Sara Winter é youtuber. A jovem de 27 anos, se rotula como “ex-feminista” e é filiada ao Democratas. Ela chegou até mesmo ser candidata a deputada federal do Rio de Janeiro, mas não conseguiu se eleger no pleito de 2018. 

Sara foi fundadora da variante brasileira do Femen, grupo feminista que protesta contra pautas como sexismo, homofobia, racismo e turismo sexual, mas após a segunda metade de 2013 atuou em um grupo próprio chamado BastardXS.

Em 2015, começou a participar de um grupo chamado “Pró-Mulher” e, desde então, começou a militar contra as pautas que defendia anteriormente. Principalmente sobre a construção social dos gêneros, feminismo e aborto.

Sara é uma das principais militantes em questões de políticas de direita e conservadoras ligadas às mulheres. 

Em 2019, ela chegou a ser coordenadora de políticas de maternidade do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Bolsonaro. 

Em seu site oficial, Sara se diz ser palestrante e escritora que “militava contra o cristianismo, em favor da homossexualidade e do aborto”. A militante sofreu um aborto e por isso alega que “se converteu ao cristianismo e escreveu seu primeiro livro, no qual narra os bastidores e os fatos pouco conhecidos do feminismo no Brasil”.

Acampamento 300 do Brasil

Em Brasília, Sara Winter é responsável pelo acampamento 300 do Brasil. O grupo se intitula “o maior acampamento de ações estratégicas contra a corrupção e a esquerda do mundo”.

O acampamento é o principal incentivador dos recentes protestos antidemocráticos na Esplanada a favor do presidente da República, Jair Bolsonaro, e contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). 

"EM"